Sep
6
2011

Reblogged from suicideblonde :

bohemea:

Audrey Hepburn

Jun
24
2011

Como dar comprimido a um gato

Como dar comprimido a um gato(passos a serem seguidos):

1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebê. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas enquanto segura o comprimido na palma da mão. Quando o amorzinho abrir a boca atire o comprimido lá para dentro. Deixe-o fechar a boquita e engolir.

2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato no braço esquerdo e repita o processo.

3. Vá buscar o gato no quarto e jogue fora o comprimido meio desfeito.

4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço
enquanto lhe segura firmemente as patas traseiras com a mão esquerda.
Obrigue o gato a abrir as mandíbulas e empurre o comprimido com o 
indicador direito até ao fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada enquanto
conta até dez.

5. Recupere o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do
guarda-roupas. Chame a sua esposa.

6. Ajoelhe-se no chão com o gato firmemente preso entre os joelhos, segure as patas da frente e de trás. Ignore os rosnados baixos emitidos pelo gato.
Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do gato com uma mão
enquanto força a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a
outra.
Deixe cair o comprimindo ao longo da régua e esfregue vigorosamente o
pescoço do gato.

7. Vá buscar o gato no trilho da cortina e retire outro comprimido da
embalagem. Tome nota para comprar outra régua e consertar as cortinas.
Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da
terra e guarde-os para colar mais tarde.

8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa para se deitar por cima de forma que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco.
Coloque o comprimido na ponta de um canudinho de beber, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis. Assopre o comprimido do canudinho para dentro da boca do gato.

9. Leia a bula inclusa na embalagem para verificar se o comprimido faz mal a humanos, beba uma cerveja para retirar o gosto da boca. Faça um curativo  no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue do carpete com o auxilio de água fria e sabão.

10. Retire o gato do barracão do vizinho. Vá buscar outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até o pescoço de forma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Utilize um elástico como estilingue para atirar o comprimido pela garganta do gato abaixo.

11. Vá buscar uma chave de fendas na garagem e coloque a porta do armário de novo nos eixos. Beba a cerveja. Vá buscar uma garrafa de whisky. Encha um copo e beba. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data de quando tomou a última vacina contra tétano. Aplique compressas de whisky  na bochecha para desinfetar. Beba mais um copo. Jogue a camiseta fora e vá buscar uma nova no quarto.

12. Telefone aos bombeiros para virem retirar o desgraçado do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpa ao vizinho que se espatifou contra o poste, enquanto tentava desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido de dentro da embalagem.

13. Amarre as patas da frente às patas de trás do filho da puta do gato, com a mangueira do jardim, e em seguida prenda firmemente à perna da mesa da sala de jantar. Vá buscar as luvas de couro para trabalhos de jardinagem  na garagem. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta seguido de um grande pedaço de carne. Seja suficientemente bruto, segure a cabeça do corno na vertical e despeje-lhe um litro de água pela goela abaixo para que o comprimido desça.

14. Beba o restante whisky. Peça à sua esposa que o leve ao pronto-socorro e sente-se muito quieto enquanto o médico lhe costura os dedos, o braço e lhe remove os restos do comprimido de dentro do seu olho direito. A caminho de casa ligue para a loja de móveis para encomendar uma nova mesa de jantar.

15. Trate de tudo para que a sociedade protetora dos animais venha buscar o viado do gato mutante fugido do inferno. Telefone para a loja de animais e pergunte se têm tartaruguinhas.

Jun
2
2011

Reblogged from andamdizendo :

andamdizendo:

Caio Fernando Abreu

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Caio Fernando Abreu

Jun
2
2011

Letra fantástica…

Paulinho Moska
Contrasenso
A seta e o alvo

Mar
3
2011
Feb
22
2011
Feb
18
2011

Pequeno fragmento sobre um homem e uma mulher

Como algo que está debaixo d´agua e chega à superfície, ofegante, era para ela o amor. E ela não o recusaria assim, mãos tão densas em seu dorso macio. Nem ao menos se pudesse dizer mais do que aquilo que em seu corpo habita, pulsante: o desejo. Sua barba displicente que faria mais do que borbulhas em seu coração. Qualquer inseto que, sutilmente, entrasse em sua janela e se sentisse perdido sem ver a porta de saída. Ele era a saída. O homem. Ele, o inseto. Quaisquer que sejam os caminhos, eles trazem em si sua perdição. Ela o sabia. Vivera mais do que ele. Sabia de segredos que não podia compartilhar, não que ele não soubesse cuidar do que mais íntimo há em uma mulher. Ela não o sabia bem. Do homem. Mais do que seu olhar de relance ou suas botas encardidas, brincando de serem novas. Havia mais, sempre há, é um fato que ela já vivera. Não há homem de barba feita ou criança de barriga vazia que não saibam o que é a dor. E não há recusa para o que vem dela: o amor. E uma vitrola tocando, ao longe “Pedro Pedeiro”, e ela também o esperava, com o olhar que de tão resignado, não se decidia se era dor ou amor. As palavras, as não ditas, que mostravam o mais inevitável da vida, as unhas bem feitas, em excesso. Como algo que transborda, era, para ela, o amor. E ela, de nome de poetisa, não sabia mais se Cecília, Lígia ou Rita. Eram várias as mulheres que nela habitavam, ele não o sabia. Mas sabia do que todo homem deveria: suas pernas, bronzeadas, que cruzavam em um só tom. Como algo que pulveriza, era para ela, o amor. E ele pouco o sentia, mais um pouco quando ela se produzia toda, e despia suas várias máscaras pelo quarto, o cigarro queimando sozinho e ela o beijando suavemente como quando se entrega. Como algo que se entrega, era para ela, o amor. E, na vitrola, que agora não mais tocava, e o cigarro que não mais queimava, ela o esperava em sua fantasia, de botas encardidas e a barba por fazer. Como algo que espera, era para ela o amor. E ela assim o fazia, o esperava, de barba disciplicente, era para ela, o amor.

Mariana Clark

Feb
17
2011

Reblogged from corramary :

Quem incentivou/filmou foi a madrasta. 

Quem incentivou/filmou foi a madrasta. 

Feb
17
2011

Dei pro galo mesmo! E daí?!

Dei pro galo mesmo! E daí?!

Feb
16
2011

Elas vão se vingar…

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